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12 de outubro de 2009

Tempo Perdido? Não Me Parece!


Confesso ser uma pessoa completamente dependente de TV series.
Tudo começou à uns anos quando, por curiosidade decidi ver o primeiro episódio de Heroes e subitamente, ao fim de 40 minutos, ansiei que aquela semana passasse o mais rápido possível para que chegasse o novo episódio.
Heroes revelou-me um mundo em que ao fim de uma hora e meia a história não acaba...
E começou aí a aventura da dependência em series.
Seguiu-se Prison Break, Fringe, The Mentalist, Dexter, Dr. House, Skins, The Office, Supernatural, entre outras.
Se me perguntarem o que faço no pouco tempo livre que tenho eu responderei que fico colado ao computador a ver essas pérolas da nova idade de ouro da TV Americana.
Surgiu então um dia a sugestão de um amigo: "E que tal começar-mos a ver Grey's Anatomy?"
Envolvido pelo senso comum que costuma rondar todas as séries relacionadas com médicos, hospitais e seus derivados, respondi imediatamente que não iria gostar da série porque o formato está muito gasto.
E qual é o meu espanto quando, contra a minha vontade, assisto a meia dúzia de episódios e me sinto completamente revoltado comigo próprio por, à priori, estar a descartar algo que se revelou de uma magnificência brutal.
Descobri que a série não se resume só à vida médica de Seattle Grace Hospital, mas também, e principalmente, à vida das fantásticas personagens ali presentes.
Desde o irritante relacionamento intermitente entre a depressiva e suicida Grey com o narcisista Derek, à personalidade completamente sarcástica, directa, frontal e profissional que maravilhosamente solta raras pinceladas de emoção de Bailey.
Junta-se a mentalidade robótica, ambiciosa e anti-sentimental de Yang à inocência e carácter comprimido pela introversão de O'Malley, adicionando o sentimentalismo compulsivo de Izzie e temos um cocktail explosivo de emoções, nesta que se tornou a série dramática mais emotiva que jamais vi.
Penso que Grey's Anatomy é tão viciante na minha cabeça que a minha própria mentalidade mudou.
Sinto-me mais emotivo e ligado às pessoas que realmente me importam, talvez também devido ao meu estado de pré-depressão ou depressão (carece de parecer médico) em que julgo que estou, mas isso são assuntos para outra altura.
Grey's Anatomy funciona como um medicamento para mim.
Se nunca viu, aconselho...

E nunca mais julgue um livro pela capa!

2 comentários:

fuckfancyfashion disse...

Não vi Grey's Anatomy ainda.. Oh.. E não é a questão de julgar a série pela capa, é mais complicado que isso, não sei bem. Sinto-me confusa. Penso que neste momento estou algo revoltada por 2Guys e Black Books ter terminado, pelas novas temporadas de Skins e Call Girl ainda n terem saído, e por não poder participar em Project Runway lol Depré que o menino anda porque? A Ania tem a cura oh doceee lolol Bjao

Filipa disse...

É bem feito, ouriçinho! :) tivesses perguntado aqui à impecável amiga que tens, dizia-te logo! :P

*

P.S.: Adoro o facto (ou será fato?!) de adorares Radiohead! :D Óptima (ou será ótima?!) surpresa!! :)

Beijo saudoso

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