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22 de outubro de 2009

Marge Simpson

Digam lá que não é a melhor capa da Playboy americana de todos os tempos!!
O que eu pagava para ver a reacção do Homer!
Para verem mais imagens cliquem aqui!

20 de outubro de 2009

XX

Conduzo o carro de cigarro aceso e música audível num nível ilegal à hora em que o céu dá lugar ao infinito da escuridão. Chove.
A banda sonora está a cargo de The XX.

Os dois parágrafos anteriores contêm um misto de condições que descobri levarem-me a atingir uma sensação única de paz e clareza enquanto que, por outro lado, retratam o meu actual desinteresse pela vida e a necessidade de possuír um botão de reset na parte de trás da nuca.
E o que experencio é quase tão raro e singular como uma epifania.

Projecto criado em 2005 que se vê extravasado para o mundo com o lançamento do primeiro álbum a 17 de Agosto de 2009, os The XX são uma banda formada por dois rapazes e duas raparigas com 19, e repito, 19 anos de idade, na minha opinião, repletos de bom gosto.
O minimalismo extremo do seu som composto por batidas simples, guitarras ainda mais simples mas maravilhosamente marcantes, a juntar à voz soul, suave e deliciosa de ambos os vocalistas prova que, neste caso, menos é mais.
Ao ouvinte, chega uma melancolia extrema em forma de música que poderá não ser compreendida no primeiro contacto.
Passada a fase da absorção musical, quem se preocupa em não ouvir musica mas sim em escutá-la e interiorizá-la, depara com um mundo de sonho.



Com 19 anos, estes jovens demonstraram serem detentores de uma capacidade musical extraordinária, já produziram sozinhos um álbum, já marcaram presença nos festivais de Reading e Leeds, posicionaram-se em 6º lugar na The Future 50 List da revista Britânica NME e abriram concertos dos The Big Pink, Florence and the Machine e Friendly Fires!

Se o futuro não lhes é promissor, não consigo perceber para quem será então.

12 de outubro de 2009

Tempo Perdido? Não Me Parece!


Confesso ser uma pessoa completamente dependente de TV series.
Tudo começou à uns anos quando, por curiosidade decidi ver o primeiro episódio de Heroes e subitamente, ao fim de 40 minutos, ansiei que aquela semana passasse o mais rápido possível para que chegasse o novo episódio.
Heroes revelou-me um mundo em que ao fim de uma hora e meia a história não acaba...
E começou aí a aventura da dependência em series.
Seguiu-se Prison Break, Fringe, The Mentalist, Dexter, Dr. House, Skins, The Office, Supernatural, entre outras.
Se me perguntarem o que faço no pouco tempo livre que tenho eu responderei que fico colado ao computador a ver essas pérolas da nova idade de ouro da TV Americana.
Surgiu então um dia a sugestão de um amigo: "E que tal começar-mos a ver Grey's Anatomy?"
Envolvido pelo senso comum que costuma rondar todas as séries relacionadas com médicos, hospitais e seus derivados, respondi imediatamente que não iria gostar da série porque o formato está muito gasto.
E qual é o meu espanto quando, contra a minha vontade, assisto a meia dúzia de episódios e me sinto completamente revoltado comigo próprio por, à priori, estar a descartar algo que se revelou de uma magnificência brutal.
Descobri que a série não se resume só à vida médica de Seattle Grace Hospital, mas também, e principalmente, à vida das fantásticas personagens ali presentes.
Desde o irritante relacionamento intermitente entre a depressiva e suicida Grey com o narcisista Derek, à personalidade completamente sarcástica, directa, frontal e profissional que maravilhosamente solta raras pinceladas de emoção de Bailey.
Junta-se a mentalidade robótica, ambiciosa e anti-sentimental de Yang à inocência e carácter comprimido pela introversão de O'Malley, adicionando o sentimentalismo compulsivo de Izzie e temos um cocktail explosivo de emoções, nesta que se tornou a série dramática mais emotiva que jamais vi.
Penso que Grey's Anatomy é tão viciante na minha cabeça que a minha própria mentalidade mudou.
Sinto-me mais emotivo e ligado às pessoas que realmente me importam, talvez também devido ao meu estado de pré-depressão ou depressão (carece de parecer médico) em que julgo que estou, mas isso são assuntos para outra altura.
Grey's Anatomy funciona como um medicamento para mim.
Se nunca viu, aconselho...

E nunca mais julgue um livro pela capa!